O que é economia circular na produção de papel

António Mendes António Mendes
Factos verificados Diogo Rocha

A produção de papel é um dos setores industriais com maior impacto ambiental. Consome grandes quantidades de água, energia e matéria-prima florestal. Por isso, a transição para modelos mais responsáveis deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade competitiva.

Economia circular o que é

Princípios da economia circular na indústria papeleira

O conceito de economia circular significado assenta numa ideia simples: os recursos não devem ser descartados, mas mantidos em uso pelo maior tempo possível. Na indústria do papel, isto traduz-se em processos que reduzem desperdícios, reutilizam fibras e minimizam a pegada ambiental ao longo de toda a cadeia de produção.

A economia circular definição mais precisa para este setor é a de um modelo produtivo em que os resíduos de uma etapa se tornam matéria-prima da seguinte. O papel usado volta à fábrica. A água tratada regressa ao processo. A energia residual é aproveitada. Na indústria papeleira, este modelo assenta em princípios concretos:

O que é economia circular na prática é exatamente isto: um conjunto de princípios que se reforçam mutuamente ao longo de toda a cadeia produtiva. Os maiores produtores mundiais já os aplicam, cada um à sua maneira.

Produtores mundiais de papel que lideram a economia circular

Os maiores grupos papeleiros do mundo já integraram este modelo nas suas estratégias de longo prazo. Não se trata de iniciativas pontuais. Economia circular o que é para estas empresas é uma forma de gerir riscos, reduzir custos e responder às exigências crescentes dos mercados europeus e globais.

Essity

A empresa sueca Essity é uma das mais avançadas no setor. O que é a economia circular para a Essity significa reduzir significativamente o consumo de água por tonelada de produto e aumentar o uso de fibras recicladas nas suas linhas de tissue. A empresa publica relatórios anuais de sustentabilidade com metas mensuráveis.

Kimberly-Clark

A Kimberly-Clark comprometeu-se a atingir emissões líquidas zero até 2050. A empresa investe em tecnologias de produção mais limpas e trabalha com fornecedores certificados. As suas fábricas europeias já operam com altas taxas de reciclagem de resíduos industriais.

Sofidel

O grupo italiano Sofidel tem um dos programas de sustentabilidade mais reconhecidos da indústria tissue. Reduziu o consumo de energia primária em mais de 23% na última década. Os economia circular objetivos da Sofidel incluem chegar a zero resíduos em aterro em todas as suas unidades europeias até 2030.

Stora Enso

A Stora Enso opera na interseção entre a floresta e a indústria. Produz papel e embalagens a partir de madeira de florestas certificadas. A empresa desenvolveu materiais biodegradáveis que substituem plásticos em aplicações de embalagem, fechando o ciclo de vida dos produtos.

AMS-BR Star Paper

A AMS-BR Star Paper é um produtor ibérico de papel tissue com um modelo operacional alinhado com os princípios da economia circular. A empresa abastece-se de pasta proveniente de fábricas certificadas na proteção dos ecossistemas naturais. O seu sistema de gestão integrado, certificado pelas normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, define metas anuais de redução de consumos específicos de água e energia, com monitorização diária. A diferenciação pelo abastecimento de pasta por piping reduz de forma substancial os impactos ambientais do transporte.

A economia circular não é uma tendência passageira na indústria do papel. É uma resposta estrutural aos limites dos recursos naturais e às exigências de mercados cada vez mais conscientes. Os exemplos da Essity, Kimberly-Clark, Sofidel, Stora Enso e AMS-BR Star Paper mostram que é possível produzir com eficiência sem comprometer o ambiente. Cada empresa encontra o seu caminho, mas o destino é o mesmo: produzir mais com menos, fechar ciclos e eliminar desperdícios. Para os consumidores e parceiros comerciais, escolher produtores comprometidos com este modelo é também uma forma de participar na mudança.

António Mendes

António Mendes

Editor Principal e Autor do AmSTP

António Mendes atua como especialista técnico, concentrando-se em explicar processos complexos de forma clara e prática.

Diogo Rocha

Diogo Rocha

Editor Responsável do AmSTP

Diogo Rocha trabalha como analista de pesquisa, recolhendo informações fiáveis e analisando dados para apoiar o desenvolvimento de conteúdos.